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Taurus registra lucro líquido pelo quarto trimestre consecutivo

A Taurus registrou lucro líquido pelo quarto trimestre consecutivo. Além disso, nos primeiros três meses de 2021, a empresa produziu o maior volume de armas da sua história em um trimestre. Foram 492 mil armas produzidas em suas duas unidades, no Brasil e nos EUA.

Nos EUA, foram fabricadas 175 mil armas no trimestre, quase 300% acima do volume registrado no 1º trimestre de 2020. E a unidade ainda não chegou ao final do seu ramp up, tendo potencial para ampliar ainda mais esse volume. O aumento constante da capacidade de produção vai ao encontro do mercado aquecido que se mantém trimestre após trimestre: atualmente a Taurus tem back order de 2,3 milhões de armas. Isso confirma a decisão acertada de transferir suas atividades nos EUA para a nova sede no Estado da Georgia, com um espaço mais amplo e adequado aos planos de crescimento.

A partir do 2º trimestre, a fabricação da pistola GX4 vai aumentar ainda mais o volume da unidade nos EUA. A GX4 é um modelo de pistola na categoria de micro compactas desenvolvido pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos – CITE, que colocará a marca Taurus em um nicho de mercado de maior valor agregado, no qual ainda não está presente e, portanto, sem competir com outros modelos da Taurus.

A GX4 tem custo de produção muito próximo ao dos modelos atuais. Isso significa que além de aumentar o ticket médio de venda, ampliará as margens. Com o intuito de priorizar o mercado brasileiro, sua fabricação se dará na unidade dos EUA, de onde será exportada para o Brasil, de acordo com a estratégia de levar linhas de produção para esse país, em função da burocracia que existe no Brasil para a aprovação de um novo modelo de arma produzida localmente, o que atrasaria o lançamento para o consumidor nacional em anos.

 

Engenharia de produtos

As vendas também seguiram altas e com maior rentabilidade. A empresa está obtendo margens maiores tanto nos EUA como de forma consolidada, principalmente por conta dos novos produtos desenvolvidos com um novo conceito que envolve: engenharia de produto, que leva a incorporar mais tecnologia e menores custos de matéria prima; e engenharia de processo, envolvendo processos mais robustos e eficientes que geram menor custo de mão de obra. São modelos como as pistolas da linha Toro, os revólveres 460 RH e Heritage 14″ e 15″ e o breve lançamento da pistola GX4, modelos posicionados em uma linha “premium”. Esses modelos incorporam maior valor agregado e, portanto, maiores margens para a companhia.

No 1º trimestre de 2021, foram 498 mil unidades de armas vendidas, o que proporcionou a receita de R$ 512,5 milhões. Somando a receita obtida com a venda de M.I.M (sigla em inglês para Metal Injection Molding) e de capacetes, a receita líquida da Taurus no trimestre totalizou R$ 551,1 milhões.

Ao comparar os resultados registrados no 1º trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020, a companhia apresentou mais uma vez crescimento em praticamente todos os indicadores. O lucro bruto aumentou em 131,8% em relação ao 1º trimestre de 2020, atingindo R$ 254 milhões, com margem de 46,1%.

 

Lucros

A Taurus alcançou também novo recorde de Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e de sua margem: R$ 175,7 milhões, aumento de 269,1% em comparação com o 1º trimestre de 2020, com margem de 31,9%, que supera a margem do mesmo trimestre do ano passado em 16,9 p.p.. A companhia chegou ao quarto trimestre consecutivo de lucro líquido, com R$ 68,1 milhões no trimestre.

Ao final do trimestre, a companhia tinha R$ 255,7 milhões em caixa e equivalentes. “Vamos seguir firmes com nossa estratégia, que vem se mostrando acertada, olhando sempre à frente e trabalhando para continuar crescendo, em linha com o nosso plano estratégico de negócio. Temos novos projetos em andamento e outros a iniciar. Com a geração de caixa vamos, além de reduzir nossa alavancagem financeira, investir forte em Capex e nos manter atentos a oportunidades que possam surgir no mercado”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

A joint venture de carregadores é um dos novos projetos que está apresentando bons resultados. Junto com o aumento da demanda por armas, vem ocorrendo também o aquecimento do mercado de acessórios. São poucas as fábricas no mundo que produzem carregadores e a demanda está em alta, não só pelo consumo das fábricas de armas, como também no segmento de reposição. A produção da joint venture da Taurus está seguindo seu processo de ramp up em linha com o planejado e apresentando excelente desempenho em termos de qualidade. Além de atender a demanda interna, o produto abre as portas do mercado de reposição, que tem mostrado potencial para se tornar um projeto maior do que o projetado originalmente.

Em 2022, a produção dos carregadores com a marca Taurus será transferida para o condomínio industrial que está sendo construído no terreno da companhia, em São Leopoldo (RS), onde se instalarão também outros importantes fornecedores estratégicos. A previsão de conclusão das obras do projeto do condomínio é no início do 4º trimestre de 2021 e o começo da operação será imediato, com pleno funcionamento em janeiro de 2022.

 

 

Soraia Sene

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